Kame hame HAAAAAA
Apesar do número 3, este é o sétimo jogo da turma do Dragon Ball no PS2, primeiro vieram os budokais 1 e 2, que foram medianos, e o definitivo, 3, estes que eram jogos com gráficos em Cell Shading, tecnologia de textura 3D que se asemelha com desenho animado, dando uma identidade mais fiel ao jogo. Depois, veio o Sagas, fiasco, jogo de aventura que explorava o universo do anime, pelo menos tentou... Após isso, a série mudou completamente, ficou mais interessante de jogar, voltando ao estilo de luta, ganhou uma perspectiva em terceira pessoa, da uma liberdade melhor ao jogador para explorar o cenário, se esconder, poder carregar o KI, etc... enfim, tenta reproduzir mais fielmente e ampliar os cenários, funciou bem.
Porem, nem tudo eram flores, muitas coisas ficaram ausentes pra quem gostou do Budokai 3, foi um banho de água fria, os personagens não podiam se transformar durante as lutas, algo que foi corrigido no Tenkaichi 2. Este que por sua vez, agradou e muito os fãs da série, trazia cerca de 100 personagens do universo desde o primeiro Dragon Ball, passando pelo Z e até o GT, as transformações e fusões estavam la de volta, e várias adições bacas foram adicionadas, deixando o jogo cada vez mais fiel ao anime.
Quando não se esperava mais nenhuma inovação, eis que surge o Tenkaichi 3, trazendo a marca de 160 personagens e melhorando o sistema de combate herdado do segundo, este que se torna o jogo definitivo de DB na geração 128 bits.
Gráficos
Graficamente, o jogo está espetacular, realmente se parece muito com o anime e usuflui ao máximo possível dos recursos do PS2, nenhum slow é notado, nem quando as magias e podres dos personagens, que diga-se de passagem, estão belíssimos, aparecem na tela, cheio de detalhes muito bem reproduzidos.
O movimento dos personagens é natural e até a boca se mexe perfeitamente quando o personagem fala.
Cenários extensos, são bonitos, mas alguns não receberam o mesmo acabamento de outros, como por exemplo, o cenário que se passa na cidade destruida, a textura dos prédios e casas, parecem borradas, mas algo que não irá atrapalhar, você irá destruir tudo aquilo mesmo...
Sons
A dublagem é fiel à versão americana, com os mesmos dubladores, conforme dito acima, as bocas dos personagens acompanha a voz perfeitamente e os sons das mágias dos personagens são idênticos aos do anime.
Existem músicas de fundo nos menus, mas praticamente passam despercebidas, pois sempre haverá algum personagem falando algo ou outro detalhe para prender a atenção.
Jogabilidade
Quase perfeita, algumas falhas atrapalham, como por exemplo quando você se vê de costas para o inimigo batendo no ar e tomando sequências idenfensáveis tirando uma boa parcela da energia.
Fora isso, o sistema de combate, é bem flexível e fiel ao anime, por exemplo, podemos dar uma sequência com aqueles golpes rápidos, dar um golpe e atirar o oponente para cima, teleportar para de trás do mesmo e desferir um especial arrasador, além de voar mais rapidamente utilizando uma parcela de KI enquanto se carrega um golpe para quebrar a defesa do oponente, muito bacana.
Muitos dos personagens podem se transformar, como Goku, em Super Saiyajin 1, 2, 3 e nas fusões em Vegetto ou Gogeta, para isso, basta verificar quantos níveis de especiais é necessário para cada, este valor fica ao lado da barrinha azul, cada vez que ela enche, sobe um número, e ver qual o comando correspondente à transformação, por exemplo, para a fusão, é preciso segurar para direita e apertar R3, para SSJ1 apenas apertar R3, ou para ir direto para SSJ3 apertar para cima e R3. Bem fiel também ao nime, as transformações também requerem certas condições, como por exemplo, para fazer a fusão de Vegetto, não se pode estar como SSJ3.
Diversão
Para fãs, é um prato cheio, é o jogo que mais representa fielmente o anime e ainda conta com um acervo de personagens incrível.
Porém, muitos que gostaram da versão anterior, poderão ficar decepcionados com o modo de história, que se foca muito apenas no Goku e exclui batalhas com outros personagens, como por exemplo, Gohan contra Majun Buu no final da saga Z. Muito mais curto que a versão anterior por causa disso. Outro ponto negativo, é o fato do jogo te obrigar a fazer tudo confome o anime, você irá se cansar de se ver apenas assistindo o jogo conduzir o enredo sozinho. Um exemplo disso, é você não poder se transformar em SSJ até que o apareça o desenho do R3 na parte inferior da tela, sem contar que em diversas vezes, o golpe final é desferido sozinho e mata o personagem mesmo se este estiver ainda na barra verde de energia... lamentável...
Tentam compensar a curta duração do jogo com um capítulo extra chamado "What if", na tradução seria um: "o que aconteceria se", que na teoria, poderia trazer vários combates inimagináveis para agradar os fãs, mas ao contrário disso, trazem batalhas pifias e sem sal... Neste quesito o Budokai 2, o antigo em 3D, era mais legal, pois trazia fusões alternativas, nunca vistas no anime, algo que faz falta nos jogos mais recentes.
Fora isso, o jogo proporciona diversos modos de jogos, que apesar de não ser nenhuma novidade em relação aos anteriores, irá prender o jogador por um bom tempo.
Infelizmente, o modo para dois jogadores, pode deixar a desejar, por se tratar de um jogo em terceira pessoa, a tela tem que ser dividida, o que pode comprometer um pouco a jogabilidade, mas se isso não for incomodo pra você, será um prato cheio.
Resumindo
Apesar da curta duração do modo principal e das bolas foras, este é o jogo definitivo na geração 128 bits, traz muitos extras, um acervo de personagens incrpivel e um sistema de combate bem bacana, se você não é fã, após fechar uma vez, talvez não volte a jogar, mas para os fãs, é um prato cheio.